O Ricardo, cada dia que passa, vai aprendendo a fazer as suas tarefas e obrigações.
É muito teimoso e está sempre à espera que os outros façam coisas por ele...mas agora já tira os sapatos, a roupa, cumpre algumas tarefas em casa e na escolinha. O Ricardo já adormece sem companhia de uma pessoa o que já é um grande alivio. Começou recentemente a mastigar um pouco os alimentos.
Mas agora o Ricardo deu um grande passo na sua vida, só usa fralda para dormir e durante o dia temos de tumar iniciativa para o levar à casa de banho porque ele nao pede, mas como não pede para ir á casa de banho usa o metodo da fotografia que tem dado algum sucesso.
Recentemente fomos ao medico em Espanha e este afirmou que a epilepcia do Ricardo está controlada e receitou uma vitaminas para estimular o desenvolvimento do cerebro.
Espero que na proxima vez que escrever tenha mais novidades sobre o Ricardo.
Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
Quarta-feira, 16 de Março de 2011
Hoje o Ricardo tem 5 anos, desde que eu fui a Espanha pela primeira vez (já la vão 2 anos), ele nao teve mais ataques epiletricos.
Foi para o infantario, e está a conviver com crianças ditas «normais». Tem uma auxiliar só para ele a qual eu agradeço imenso ao infantário, tem uma educadora que o ajuda imenso também com o apoio de outra auxiliar.
O Ricardo está a ter acompanhamento na associação Paralesia Cerebral de Braga com terapia da fala, ocupacional e hipoterapia, também tem pela segurança social terapia da fala e ocupacional e uma educadora especial que vai umas horas 1 vez por semana. É pouco o apoio que o nosso estado dá a estas crianças, só se safa quem tem alguma disponibilidade financeira, porque eu estou a pagar para que ele tenha também apoio particular, mas o que intereça é que o Ricardo vai evoluindo à maneira dele, mas vai.
Começou a andar aos 3 anos, com muita ajuda da fisioterapeuta que o acompanhou durante 3 anos a qual eu agradeço imenso o apoio, carinho e dedicação que ela teve para com o Ricardo, e um ano depois disse Mamã, agora diz bola, bobó, água, hohó, au-au.
A palavra que mais deixou o pai feliz foi papá, algum tempo atrás disse «olá papá!», agora imaginem a alegria do pai que é o que mais sofre com isto tudo.
Custa-lhe ainda aceitar, mas aos poucos eu vou-lhe fazendo ver que com o tempo as coisas vão melhorar.
Tenho mais 2 filhas, uma com 15 anos quase 16 e outra com 11 anos, sei que às vezes não lhes dou atenção que eu gostava, ter uma criança assim não é facil ainda por cima o Ricardo é uma criança hiperativa, já está medicado, mas mesmo assim não é facil, mas é uma alegria vê-lo correr, mecher em tudo... não escapa nada :), sobe e desce escadas, baloiços, escorregas, pinta as mantas... :)
Uma coisa é certa, o Ricardo cumpre ordens e regras como uma criança qualquer, eu lido com ele com muita firmesa e percistencia, não vai á primeira mas continuo a incistir até lá chegar.
Hoje passa a dizer olá a todos, já o levamos à casa de banho a fazer chichi e ele faz, pote não o pode ver. Come pela mão dele, ainda faz alguma sujidade, mas come (sopa não é com ele).
É assim, nós vamos vivendo um dia de cada vez, com muita luta nao desisto, cada dia é uma conquista.
O sorriso que o Ricardo tem dá-nos muita força.
Agradeço a todos que têm ajudado o Ricardo até este momento. O meu MUITO, MUITO OBRIGADO.
A vida é feita de momentos
Momentos que devemos vive-los com muita emoção
Emoção é ver que o trabalho dá frutos
Frutos é a maravilhosa familia que eu tenho.
Conceição Santos.
Foi para o infantario, e está a conviver com crianças ditas «normais». Tem uma auxiliar só para ele a qual eu agradeço imenso ao infantário, tem uma educadora que o ajuda imenso também com o apoio de outra auxiliar.
O Ricardo está a ter acompanhamento na associação Paralesia Cerebral de Braga com terapia da fala, ocupacional e hipoterapia, também tem pela segurança social terapia da fala e ocupacional e uma educadora especial que vai umas horas 1 vez por semana. É pouco o apoio que o nosso estado dá a estas crianças, só se safa quem tem alguma disponibilidade financeira, porque eu estou a pagar para que ele tenha também apoio particular, mas o que intereça é que o Ricardo vai evoluindo à maneira dele, mas vai.
Começou a andar aos 3 anos, com muita ajuda da fisioterapeuta que o acompanhou durante 3 anos a qual eu agradeço imenso o apoio, carinho e dedicação que ela teve para com o Ricardo, e um ano depois disse Mamã, agora diz bola, bobó, água, hohó, au-au.
A palavra que mais deixou o pai feliz foi papá, algum tempo atrás disse «olá papá!», agora imaginem a alegria do pai que é o que mais sofre com isto tudo.
Custa-lhe ainda aceitar, mas aos poucos eu vou-lhe fazendo ver que com o tempo as coisas vão melhorar.
Tenho mais 2 filhas, uma com 15 anos quase 16 e outra com 11 anos, sei que às vezes não lhes dou atenção que eu gostava, ter uma criança assim não é facil ainda por cima o Ricardo é uma criança hiperativa, já está medicado, mas mesmo assim não é facil, mas é uma alegria vê-lo correr, mecher em tudo... não escapa nada :), sobe e desce escadas, baloiços, escorregas, pinta as mantas... :)
Uma coisa é certa, o Ricardo cumpre ordens e regras como uma criança qualquer, eu lido com ele com muita firmesa e percistencia, não vai á primeira mas continuo a incistir até lá chegar.
Hoje passa a dizer olá a todos, já o levamos à casa de banho a fazer chichi e ele faz, pote não o pode ver. Come pela mão dele, ainda faz alguma sujidade, mas come (sopa não é com ele).
É assim, nós vamos vivendo um dia de cada vez, com muita luta nao desisto, cada dia é uma conquista.
O sorriso que o Ricardo tem dá-nos muita força.
Agradeço a todos que têm ajudado o Ricardo até este momento. O meu MUITO, MUITO OBRIGADO.
A vida é feita de momentos
Momentos que devemos vive-los com muita emoção
Emoção é ver que o trabalho dá frutos
Frutos é a maravilhosa familia que eu tenho.
Conceição Santos.
Terça-feira, 15 de Março de 2011
Segunda-feira, 14 de Março de 2011
Se há coisas que nos fazem pensar são coisas como estas.
As palavras quando se juntam formam sentimentos sentidos por todos nós.
A Esperança, como é o titulo deste vídio, é a «coisa» mais preciosa que devemos ter dentro de cada um de nós, nunca a devemos perder pois é ela que nos guia nos caminhos da nossa vida.
Domingo, 13 de Março de 2011
Nas minhas férias grandes costumo andar de bicicleta ao longo da costa de uma bela praia.
Mas não vou sozinho, a minha familia também vai, só que eu vou á boleia do meu pai ;)
Etiquetas:
Passeios
Terça-feira, 1 de Março de 2011
Eu sou a mãe desse sorriso lindo.
O Ricardo é um menino especial, teve, foi o azar de ir parar ao pediatra errado. Por volta dos 4 meses comecei a ver que alguma coisa não estava bem com o Ricardo, começou a ter umas reacções estranhas: de manha quando ligava a luz ele tinha uma reacção «tipo» susto e serrava os punhos e ficava a tremer com os braços. Ao princípio era de vez em quando, depois começou a ser todos os dias ate chegar a ser vários ataques por dia. O pediatra apenas dizia que não era nada e que passava. O Ricardo já ia com 6 meses, não segurava a cabeça, era fraco de forças. O pediatra apenas respondia que o Ricardo precisava de cálcio e que iria fazer tudo mais tarde (a nível de desenvolvimento).
O tempo foi passando e aos 9 meses ele não se sentava, não segurava o tronco, parecia distante e triste e os ataques cada vez eram mais, por sorte fui a uma oftalmologista e falei sobre o Ricardo, ela aconselhou-me a ir a uma Neuropediatra assim o fiz.
Na primeira consulta ela disse que desconfiava que fossem ataques epiletricos e esperava que não fosse nada de pior. Fez vários exames genéticos (cariotipo) e um electroencefaliograma, o diagnostico confirmou que era epilepsia, o resto deu normal. Foi um choque, o Ricardo foi logo medicado contra a epilepsia mas nada adiantou, continuava com os ataques.
Por outro motivo foi parar ao hospital S. António no Porto e foi aconselhado a ser visto por uma Neuropediatra, depois de vários exames confirmou-se o que eu já sabia além disso fez uma ressonância magnética e foi diagnosticado falhas no cérebro (má formação cerebral), foi-lhe dada uma nova medicação além da que já tomava, mas os ataques não diminuíam e o Ricardo estava cada vez pior, eu já não sabia o que fazer para o ajudar.
Ele já estava com dois anos; não andava; não falava, a nível cognitivo, o atraso era imenso e eu nada podia fazer. O diagnóstico do hospital apenas diz «atraso grave no desenvolvimento» e os médicos diziam-me para o estimular ao máximo.
Um dia falaram-me de um médico espanhol que era muito bom para problemas «da cabeça», meti pés a caminho e lá fui. O diagnostico confirmou-se, a medicação foi toda tirada e deu-lhe: luminaletas e depakin e umas injecções e deu-lhe 15 dias para parar com os ataques, se não assim fosse não podia fazer mais nada, a não ser ir a França, a uns médicos. Mas algo aconteceu, os ataques pararam, isto no Natal, em 15 dias pararam de vez. Ao fim de um mês o Ricardo não era o mesmo; já se sentava, a cabeça não pesava tanto (estava diferente), mandou estimular o Ricardo ao máximo. Começou a andar aos 2 anos e meio.
Hoje, com 3 anos e meio, faz terapia da fala, ocupacional, fisioterapia, hidroterapia e mais recentemente hipoterapia; Anda no infantário onde tem educadora especial, uma manhã por semana, mas o estado não dá mais, tem apoio da educadora do infantário e auxiliares a qual eu agradeço imenso, e o apoio em casa de todos: pai e irmãos, o trabalho é imenso mas nunca desisto.
Nunca pensei que tivesse tanta força e coragem, porque não é fácil ter um filho com necessidades especiais, não sabemos o futuro, é um dia de cada vez, ninguém nos diz se ele vai melhorar e até que ponto.
Eu gostava de trocar experiências com pais que estejam a passar o mesmo com o seu filho, para saber se à algo mais ou algum sitio que eu possa ir.
Faço todo o que for para o ajudar, nunca desisto, tenho muita esperança que ele vai recuperar o tempo perdido.
Chamo-me Maria Conceição
Moro em V.N.Famalicao
O tempo foi passando e aos 9 meses ele não se sentava, não segurava o tronco, parecia distante e triste e os ataques cada vez eram mais, por sorte fui a uma oftalmologista e falei sobre o Ricardo, ela aconselhou-me a ir a uma Neuropediatra assim o fiz.
Na primeira consulta ela disse que desconfiava que fossem ataques epiletricos e esperava que não fosse nada de pior. Fez vários exames genéticos (cariotipo) e um electroencefaliograma, o diagnostico confirmou que era epilepsia, o resto deu normal. Foi um choque, o Ricardo foi logo medicado contra a epilepsia mas nada adiantou, continuava com os ataques.
Por outro motivo foi parar ao hospital S. António no Porto e foi aconselhado a ser visto por uma Neuropediatra, depois de vários exames confirmou-se o que eu já sabia além disso fez uma ressonância magnética e foi diagnosticado falhas no cérebro (má formação cerebral), foi-lhe dada uma nova medicação além da que já tomava, mas os ataques não diminuíam e o Ricardo estava cada vez pior, eu já não sabia o que fazer para o ajudar.
Ele já estava com dois anos; não andava; não falava, a nível cognitivo, o atraso era imenso e eu nada podia fazer. O diagnóstico do hospital apenas diz «atraso grave no desenvolvimento» e os médicos diziam-me para o estimular ao máximo.
Um dia falaram-me de um médico espanhol que era muito bom para problemas «da cabeça», meti pés a caminho e lá fui. O diagnostico confirmou-se, a medicação foi toda tirada e deu-lhe: luminaletas e depakin e umas injecções e deu-lhe 15 dias para parar com os ataques, se não assim fosse não podia fazer mais nada, a não ser ir a França, a uns médicos. Mas algo aconteceu, os ataques pararam, isto no Natal, em 15 dias pararam de vez. Ao fim de um mês o Ricardo não era o mesmo; já se sentava, a cabeça não pesava tanto (estava diferente), mandou estimular o Ricardo ao máximo. Começou a andar aos 2 anos e meio.
Hoje, com 3 anos e meio, faz terapia da fala, ocupacional, fisioterapia, hidroterapia e mais recentemente hipoterapia; Anda no infantário onde tem educadora especial, uma manhã por semana, mas o estado não dá mais, tem apoio da educadora do infantário e auxiliares a qual eu agradeço imenso, e o apoio em casa de todos: pai e irmãos, o trabalho é imenso mas nunca desisto.
Nunca pensei que tivesse tanta força e coragem, porque não é fácil ter um filho com necessidades especiais, não sabemos o futuro, é um dia de cada vez, ninguém nos diz se ele vai melhorar e até que ponto.
Eu gostava de trocar experiências com pais que estejam a passar o mesmo com o seu filho, para saber se à algo mais ou algum sitio que eu possa ir.
Faço todo o que for para o ajudar, nunca desisto, tenho muita esperança que ele vai recuperar o tempo perdido.
Chamo-me Maria Conceição
Moro em V.N.Famalicao
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